Eu tenho um primo que mexe com animação. Ele começou com o hobby de brincar com edição de imagens, partiu pra vídeo e depois começou a criar animações para peças publicitárias. Como eu adoro animações, ele sempre vem me chamar pra ajudar a fazer um curta mas, quando eu pergunto qual a história, a resposta é sempre a mesma:
“Eu não tenho história ainda, mas vai ser alguma coisa que use uns efeitos novos que eu aprendi a fazer…”
Eu já cansei de dar tapa no pescoço dele por conta disso, porque o que ele quer fazer é propaganda do software, não contar uma história. E é isso que me traz ao assunto de hoje.
Eu não sou “o” entendido em compartilhar idéias: ainda estou trabalhando em falar mais devagar e é normal eu explicar idéias simples e fazer elas parecerem complicadas ou idiotas(às vezes elas são, ok…), mas uma coisa eu sempre repito: contar história tem que atingir a imaginação. Se a cabeça da pessoa para quem você fala não se interessar pela história, não adianta ter um vídeo cheio de efeitos especiais, ou uma animação primorosa, ou uma trilha sonora inesquecível. Cada uma desses itens pode roubar a cena por si só, mas aí o que vai fazer parte da memória do seu público é o que ele viu ou ouviu, não a história contada. Agora, quando a atenção é conquistada logo no início, chegar ao fim da história é uma delícia e pode ter certeza de que a lembrança dela vai ser muito mais marcante.
Exemplo disso, são os dois vídeos abaixo:
The PEN Story é um vídeo da Olympus que usa, claramente, a idéia deste outro vídeo interessantíssimo. A história contada é simples, mas em vez de ofuscada, é muito bem acompanhada pela música – além de ser divertido de assistir, como praticamente todo stop motion.
Este segundo vídeo é parte da série Tales Of Mere Existence, criada e produzida por Lev Yilmas. Uma câmera embaixo da mesa captura os desenhos como eles são feitos. O desenho é o mais simples possível, a voz do narrador é meio chata, não existe nem cor nem música. Mas eu desafio (que consegue acompanhar o vídeo sem as legendas) a não correr pra ver outros episódios. O humor nas idéias, aliado à representação simples mas precisa no desenho fazem cada vídeo passar incrivelmente rápidos. E não foram poucas as vezes em que começar a ver um desses vídeos fez minha produtividade cair a zero rapidinho.
Se alguém tiver outro exemplo, deixa o link nos comentários porque é sempre bom ver coisa nova
Arquivo para Julho, 2009
Contando histórias
Custou, mas voltei!
É isso mesmo. Demorou, mas finalmente tô de volta. E nem é no blog, mas na minha vida de estudante, que ultimamente(e digo isso em anos) consistia mais em esperar o período acabar do que realmente arregaçar as mangas e ir produzir alguma coisa. Parte disso era o estresse residual duma época sinistra aí, parte era a quantidade ínfima de matéria que eu conseguia pegar na faculdade e, principalmente, parte disso era a preguiça que vem nesses casos e que eu recebi de braços abertos.
Pois bem, meu domingo hoje consistiu em trabalho. Virei a madrugada mexendo numa tradução, passei a tarde fazendo um projeto e acabando de postar isso tem um questionário enorme pra responder. E amanhã ainda tem uma prova e terminar um trabalho pra entregar na terça, quando tem mais duas provas.
Ok, eu sei que ficou um post umbiguista, but it feels good to be back

Faltou colocar o computador na foto, mas paciência
Dessa vez vai!
Então, cá estou eu mais uma vez. Eu achei que da vez passada eu ia conseguir não largar o blog às moscas mas acho que 6 meses provam que me enganei.
Pra início de conversa, eu não quis criar outro blog, mas isso aqui tá começando de novo, então os posts antigos foram todos embora. Pro saco. Tchau. Não acho que os milhares de leitores que vieram aqui religiosamente por meses à espera de um sinal de vida qualquer vão se importar, que dirá quem nunca vem, né? (A esses milhares de leitores, é por vocês que eu estou aqui!)
Esse post não tem nenhum propósito além de dar uma organizada na casa e começar a escrever de novo, então ele fica por aqui mesm…


