Contando histórias

Eu tenho um primo que mexe com animação. Ele começou com o hobby de brincar com edição de imagens, partiu pra vídeo e depois começou a criar animações para peças publicitárias. Como eu adoro animações, ele sempre vem me chamar pra ajudar a fazer um curta mas, quando eu pergunto qual a história, a resposta é sempre a mesma:
“Eu não tenho história ainda, mas vai ser alguma coisa que use uns efeitos novos que eu aprendi a fazer…”
Eu já cansei de dar tapa no pescoço dele por conta disso, porque o que ele quer fazer é propaganda do software, não contar uma história. E é isso que me traz ao assunto de hoje.
Eu não sou “o” entendido em compartilhar idéias: ainda estou trabalhando em falar mais devagar e é normal eu explicar idéias simples e fazer elas parecerem complicadas ou idiotas(às vezes elas são, ok…), mas uma coisa eu sempre repito: contar história tem que atingir a imaginação. Se a cabeça da pessoa para quem você fala não se interessar pela história, não adianta ter um vídeo cheio de efeitos especiais, ou uma animação primorosa, ou uma trilha sonora inesquecível. Cada uma desses itens pode roubar a cena por si só, mas aí o que vai fazer parte da memória do seu público é o que ele viu ou ouviu, não a história contada. Agora, quando a atenção é conquistada logo no início, chegar ao fim da história é uma delícia e pode ter certeza de que a lembrança dela vai ser muito mais marcante.
Exemplo disso, são os dois vídeos abaixo:
The PEN Story é um vídeo da Olympus que usa, claramente, a idéia deste outro vídeo interessantíssimo. A história contada é simples, mas em vez de ofuscada, é muito bem acompanhada pela música – além de ser divertido de assistir, como praticamente todo stop motion.

Este segundo vídeo é parte da série Tales Of Mere Existence, criada e produzida por Lev Yilmas. Uma câmera embaixo da mesa captura os desenhos como eles são feitos. O desenho é o mais simples possível, a voz do narrador é meio chata, não existe nem cor nem música. Mas eu desafio (que consegue acompanhar o vídeo sem as legendas) a não correr pra ver outros episódios. O humor nas idéias, aliado à representação simples mas precisa no desenho fazem cada vídeo passar incrivelmente rápidos. E não foram poucas as vezes em que começar a ver um desses vídeos fez minha produtividade cair a zero rapidinho.

Se alguém tiver outro exemplo, deixa o link nos comentários porque é sempre bom ver coisa nova 🙂

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