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(…) American Airlines said the use of the Apple Inc. devices will reduce enough weight that it would cut the airline’s annual fuel bill by about $1.2 million.

É comum uma empresa tomar uma decisão— como quando um banco deixa de suportar um navegador— que, para nós do lado de fora, parece algum capricho ou alguma escolha errada. Nessas horas, eu sempre defendo que a decisão faz sentido, mas nos faltam as ferramentas e informações para percebê-lo.

Este caso da American Airlines é a mesma coisa: a empresa decidiu substituir os manuais de voo por iPad’s. À primeira vista, pode parecer parte do hype e desejo de passar imagem de antenada, mas a empresa justifica que trocar a papelada da cabine (que pesa cerca de 15kg) por um iPad (que pesa 600g) implicaria uma economia de combustível equivalente a US$1.2 milhão de dólares por ano.

A companhia tem uma frota de aproximadamente 600 aeronaves, ou seja, a economia no primeiro ano, só em combustível, já compensaria a compra de iPad’s 64Gb 3G + WiFi— o modelo mais caro, que US$829 + impostos, nas lojas (e provavelmente a AA não compraria o modelo mais caro e certamente compraria a um preço menor). Além disso, imagine o quanto não seria economizado com impressões de novos manuais de voo e transporte destes— sem falar em valores mais difíceis de serem quantificados, como a facilidade em atualizar manuais mais frequentemente, por exemplo.

A novidade deveria ser que mais empresas não estão indo pelo mesmo caminho!

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Living as close as possible to your ideal self | Unclutterer

I believe it’s important to live as close to our ideal self as possible. I love my job, but I work because I need to. Working provides me with the means to live as close to my ideal as I can and to be responsible for the things I value.

Assino embaixo. O ponto desse post no Unclutterer é que existem coisas que nós gostamos de fazer, mas isso nem sempre é o que paga as nossas contas e a satisfação está em equilibrar os dois.

Independente de qual é a atividade que mais traz satisfação a uma pessoa, na maior parte do tempo essa satisfação tem um custo— tanto de tempo quanto de dinheiro— e caso se torne uma obsessão para a pessoa a pessoa não tardará em estar esgotada, endividada, (mal) comprometida. Por outro lado, se o acúmulo de recursos para essa satisfação— trabalho e economias para reservar dinheiro, técnicas de aumento de produtividade para liberar tempo— não se refletir na realização dessas atividades prazerosas, o acúmulo torna-se, também, uma obsessão em si mesma.

O equilíbrio está em saber privar-se de alguma satisfação para ter condições de realizar uma prioridade, mas também saber reconhecer quando a privação deve acabar— não adianta a pessoa sonhar em conhecer o Japão e não sair da cama para trabalhar, mas também não adianta trabalhar por 30 anos e, apesar de ter condições de realizar o sonho, não fazê-lo.

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A big piece of the story we tell ourselves about who we are, is that we are willing to invent. We are willing to think long-term. We start with the customer and work backwards. And, very importantly, we are willing to be misunderstood for long periods of time. (Via GeekWire)

Em uma reunião de acionistas da Amazon, o sucesso atual da empresa estava sendo associado à uma abordagem conservadora de riscos. Um acionista foi além, e perguntou a Jeff Bezos, CEO da empresa, onde estão as falhas se a empresa se diz pautada em inovação. Ótima pergunta, já que é esperado que algumas ideias não se tornem grandes negócios— mas melhor foi a resposta de Bezos, que não só explicou como a empresa pensa, mas também deu lições valiosas.

Segundo ele, 90% das inovações na Amazon são melhorias marginais, incrementais e, portanto, trazendo menos risco ao negócio da empresa. Isso significa que não só os sucessos facilmente passam despercebidos, mas também as falhas. O princípio de Pareto já prevê 20% das inovações vão trazer 80% dos resultados, mas isso não quer dizer que os outros 80% das inovações podem ser ignorados. Ele também diz que eles são teimosos com sua visão, não permitindo que a flexibilidade para aceitar mudanças nos detalhes comprometam o resultado desejado.

Entretanto, a lição de ouro nessa conversa é a afirmação de que a Amazon está disposta a ser mal-entendida por muito tempo. Nem sempre os objetivos de uma decisão são claros para todos desde o início e é preciso apostar no sucesso da ideia (já vi propostas morrerem porque cobranças de curto prazo sobre resultados de longo prazo minaram a credibilidade do projeto). A maturidade na gestão de uma empresa está justamente nisso: saber reconhecer quais iniciativas valerão a pena (mesmo que demore e o valor não seja imediatamente percebido) e ter capacidade de acreditar e manter essa postura mesmo quando as pressões por resultados mais rápidos surgir.

É como uma borboleta saindo do casulo: o casulo deve ser preservado e não adianta forçar para que ela saia antes do tempo; ela não está pronta. Mas, num ambiente de recursos limitados, também é fundamental saber de quais casulos sairão borboletas e de quais não sairá nada.

New Butterfly

O poder de influenciar comportamentos

Economists have recently tapped into an unusual feature of this data, the identification of peer groups within high schools, to directly measure effects of peer pressure on risky behavior. Specifically they ask the question: If a student’s best friend engages in a risky behavior (sex, smoking, marijuana use or truancy) then what is the probability that the friend will engage it the same behavior? Best friends tend to come from similar family situations, be the same race and age and have similar educational goals as well as similar attitudes toward risk. (Via Big Think)

Interessante texto relacionando o poder de influência que o círculo social tem sobre uma pessoa. Segundo o estudo apresentado no texto, se um amigo próximo de um adolescente apresenta um comportamento de risco (sexo sem proteção, drogas, ausência na escola), o próprio adolescente está mais propenso a exibir esse comportamento do que os membros de um grupo de controle. O texto é muito mais voltado para gravidez na adolescência, mas eu vejo uma questão comportamental que pode ser explorada ali.

No Big Think, o autor sugere que uma explicação para essa replicação de comportamentos de risco é que amigos tendem a passar tempo juntos e é este tempo que acaba expondo ambos (o que já apresenta o comportamento de risco e o que que ainda não o apresenta) a situações em que favoreçam esses comportamentos— por exemplo, um adolescente que não bebe e um amigo que bebe em excesso vão a uma festa em que a maior parte das pessoas também bebe em excesso; o adolescente que não bebe está muito mais exposto a uma situação que sugira uma mudança de comportamento do que seu amigo.

Isso faz sentido, mas me parece mais um sintoma do que uma causa. Eu queria ver abordado a relação entre as características comuns que aproximam duas pessoas e sua predisposição a mudar seu comportamento, ou seja: meu amigo apresenta uma série de características que o inclinam a assumir um comportamento de risco; como ele é meu amigo porque temos características em comuns, será que eu não apresento essa mesma inclinação? (Acredito que sim) Será que se o jovem “responsável” tivesse assumido comportamento de risco antes do amigo “irresponsável”, a influência teria sido a mesma? (Acredito que não)

O que a nuvem realmente é

The idea is this: Your data is the computer.

This is the new world that Apple is creating. Where your data resides, the device you use to access it, how it is saved, where it is saved, how to manipulate it, how to back it up, how to recover if you make changes to it that you did not intend, all will be things you don’t have to think about.

Your data will be available to you on any device you own. It will be left exactly as you last left it. You can open it in any application that it is able to open it. Should your computer crash, do not fear, your data is safe. And when you get a new machine, simply log into it and all of your data will be there in short order. Buy a new Mac, a new iPhone, and new iPad, simply log in and the data will be there too. (Via Minimal Mac)

Finalmente alguém olhou para a WWDC  de 2011 não como o amontoado de novidades (que me deixaram extremamente empolgado e esperando os próximos meses como louco) mas como o que ela realmente foi: o momento em que a Apple costurou os espaços entre os nossos aparelhos e iniciou a mudança de perspectiva que vamos começar a ver em breve. Estamos no futuro.

There is no try

Distractions have never prevented a Writing Writer Who Writes from writing; distractions are an excuse proffered by Non-Writing Non-Writers Who are Not-Writing for why they are not writing. In my humble opinion. (via Merlin Mann)

A razão de eu ter decidido voltar a escrever aqui, mesmo sem ter a qualidade que eu queria. Como Yoda mesmo disse, não existe tentar, só existe fazer. E isso é independente do ambiente ou das suas ferramentas.

Ou você faz, ou você não faz.

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O novo sedentário

We are no longer hunter-gatherers of information. In the 21st century, we’ve managed to replace the little bits physical activity left in our lives with sitting.

We’ve become sedentary all over again—and on a scale that would have been unimaginable to anyone even twenty years ago. (via Practically Efficient)

Bom post comparando a transição da cultura de caçadores para agricultores com a transição atual: deixarmos de buscar informação porque agora ela vem até nós. O autor aborda dois pontos principais: esta mudança não é saudável (física e metalmente) e a curadoria programada pode trazer o efeito contrário— e em vez de mais informação, nos tornar alheios ao que acontece fora da nossa bolha de interesses. Vale a lida.

Ele também ilustra o ponto positivo da primeira mudança, já que só quando não era mais necessário todo homem saber caçar que os especialistas (carpinteiro, ferreiro, artesão) puderam aparecer. Isso provavelmente acontecerá novamente e, assim que a informação estiver disponível em volumes nunca vistos, uma nova classe de “interpretadores” vai surgir (se já não está surgindo).

Um ponto que ele deixa de notar é que, apesar dos problemas trazidos pelo sedentarismo, os benefícios foram muito maiores e trouxeram a humanidade até aqui— e só é possível imaginar o tamanho do salto que será com o acesso em massa à informação. Além disso, os efeitos negativos agiram sobre indivíduos, enquanto os positivos afetaram toda uma comunidade. Os cuidados com saúde e curadoria são legítimos, mas eu estou mais otimista do que pessimista.