Cada lugar tem o DJ que merece

Open versus closed headphones

But, critically, open headphones also let your music out. Even if you’re listening at a moderate volume, everyone in the room will hear a tinny, annoying version of your music. So open headphones are a poor choice for environments with people nearby, such as open offices, home use with anyone else in the room, airplanes, buses, or trains. (Don’t be that guy on the subway.)

Um review (até resumido pro padrão Marco Arment) sobre fones de ouvido.

O melhor é que lá, no metrô, quem incomoda é quem usa fone de ouvido que deixa um pouquinho do som escapar, mas eu trocaria os DJs de ônibus daqui pelos de lá a qualquer hora.

E a leitura?

Ainda no hype do iPad, impossível de fugir na última semana se você acompanha qualquer coisa na internet, muita gente comenta como existe potencial para se revolucionar a maneira como livros são lidos, possibilitando a inserção de gráficos dinâmicos, vídeos e pesquisas de opinião no meio de textos. Isso já era comentado antes mesmo do Kindle 2, mas minha crítica é outra.

A leitura sempre foi vendida como um exercício, como um esforço mental que traz como resultado um melhores condições de abstração, raciocínio, imaginação, criatividade. Acontece que a aparição desses extras no meio do texto servirá não só para complementar a informação, mas para também facilitar seu entendimento. Um exemplo é um gráfico difícil de interpretar: muito mais cômodo recebê-lo interpretado através de uma animação do que interpretar por si só. E essa facilidade pode ser extrapolada para qualquer outro tipo de informação.

Sem dúvida, maior facilidade no acesso à informação implica maior difusão de informação(que, não custa frisar, é diferente de conhecimento). Além disso, o condicionamento que antes era fruto do exercício e, por isso tinha a conotação de capacidade, agora passa a ter sentido de conformismo, já que a mesma interpretação será oferecida(e preguiçosamente aceita) por muito mais pessoas.

Não adianta tentar lutar contra essa mudança, o modelo de publicação impressa não tem condições de reverter esse cenário. A necessidade é de se preparar, pois a distância entre a massa e os que criticam só vai aumentar.

Minha experiência com o 1password 3

Eu até costumo comentar rapidamente minha experiência com aplicativos e sites no Twitter, mas hoje tive uma que estou até feliz de mencionar.

O 1password 3 foi lançado no fim do ano passado e eu resolvi testá-lo, já que até tinha uma licença da versão anterior mas nunca tinha visto muita vantagem sobre o Keychain, que vem nativamente no MacOS X. Entretanto, a nova interface, uma promoção em que a versão para iPhone estava grátis e as notícias cada vez mais frequentes de senhas roubadas me refizeram mudar de ideia(eu costumava ter o mesmo nome de usuário e senha em praticamente todos os serviços que uso).

Além de gerenciar suas senhas, o software gera senhas(de bem simples até as completamente cabulosas), armazena notas importantes, gerencia licenças de outros programas e tem um botão que fica ao lado da barra de endereço do navegador, fazendo o login de sites com 2 cliques — sendo que eu nem preciso mais saber qual a senha absurda por trás do serviço agora. Na verdade, atualmente eu só sei 3 senhas: do meu email principal, do banco e do Dropbox, onde fica guardado o backup com todas as outras senhas.

Agora o que mais me motivou a fazer o review foi que meu período de trial estava acabando e eu resolvi pagar pela atualização da minha licença da versão 2 para a 3. Depois de pagar, tive a ideia de fazer um upgrade de usuário único para uma licença família, para compartilhar com minha namorada e meu irmão. Como não achei no site nenhuma informação sobre isso, resolvi mandar um email para o suporte do site e hoje chegou a resposta:

Resposta de um dos criadores do 1password 3

Em suma, o programador estava doente, melhorou e na onda de bom humor de volta ao trabalho, fez meu upgrade de graça 🙂 Não só foi muito rápido na resposta como foi bem generoso. Mesmo não custando nada pra ele, achei uma ótima maneira de tratar um cliente. Eu recomendaria o programa a quem me consultasse, mas agora virei fã!